PSOL quer sessão do julgamento de Temer na Câmara com mesmas regras de votação do impeachment

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A bancada do PSOL na Câmara anunciou, nesta terça-feira (27/06), que vai exigir do presidente Rodrigo Maia (DEM/RJ) que a sessão sobre a investigação de Temer, a partir da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, seja nos mesmos moldes da votação do impeachment de Dilma Rousseff, em 2016.

O deputado Glauber Braga, líder da bancada, afirmou que vai pedir que a sessão seja realizada em um domingo, com transmissão ao vivo para todo o país, chamada nominal de deputados e tempo de justificativa para cada voto.

A sessão vai analisar a denúncia apresentada pela PGR nesta segunda-feira (26) e decidir se autoriza o STF a prosseguir com a investigação. Para que isso ocorra, são necessários ao menos 342 votos dos 513 deputados.

Antes disso, porém, o processo deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Além de Glauber, participaram também da coletiva os deputados Chico Alencar, Ivan Valente, Luiza Erundina e Edmilson Rodrigues.

Para Chico Alencar, esse rito é necessário para garantir procedimentos democráticos. “Pedimos esse rito porque achamos que a democracia pede transparência, independência e debate profundo”, afirmou o deputado.

Luiza Erundina disse que, ao chegar na Câmara, a denúncia coloca a crise em outro patamar de gravidade e de exigência das instituições, que devem encaminhar medidas. “Esse processo deve ser regular, público e transparente. O país não vive uma fase de normalidade”.

Já Ivan Valente reafirmou a posição do PSOL de completa obstrução de todos o projetos no plenário da Câmara até que as denúncias sejam resolvidas. “A prioridade é demonstrar que não existe normalidade nesta casa, com o fato inédito de um presidente estar sendo denunciado pelo STF por corrupção”, disse Ivan. “Da última vez, a esplanada dos ministérios foi dividida ao meio. Agora, acreditamos que isso não vai ser necessário, pois não há quem defenda Michel Temer”.

Os deputados do PSOL lembraram que o próprio Rodrigo Maia, na época do impeachment, defendeu esse formato de votação.

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