Tarcísio Motta é escolhido pré-candidato do PSOL ao governo do Rio de Janeiro

O congresso estadual do PSOL do Rio de Janeiro, realizado neste domingo (05/11), escolheu, por aclamação, o nome do professor do Colégio Pedro II Tarcísio Motta como pré-candidato ao governo do estado. Representante do partido no pleito de 2014, obtendo 712.734 votos (8,92%), Motta terá seu nome confirmado em convenção estadual a ser realizada no primeiro semestre de 2018.

A expectativa do PSOL-RJ com a candidatura do professor é, novamente, enfrentar os representantes da velha política do estado do Rio de Janeiro. Tarcísio Motta teve atuação destacada na campanha de 2014, especialmente nos debates, quando enfrentou o atual governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e o então candidato e hoje prefeito da capital fluminense Marcelo Crivella (PRB).

“Quero muito agradecer a confiança depositada em mim e afirmar que, assim como em 2014, o sentido desta nova candidatura não será a busca de votos a qualquer custo, mas sim a disputa da hegemonia e o fortalecimento das lutas e dos movimentos sociais em todo o Estado (capital, região metropolitana e interior). Em tempos de conservadorismo e desencanto, precisaremos, mais do que nunca, afirmar a esperança em um mundo melhor e mais fraterno. Construir uma candidatura que seja ‘denúncia’, mas também ‘anúncio’ de um tempo diferente, onde direitos sejam mais importantes que números, onde a vida esteja acima do lucro“, disse o pré-candidato, logo após o término do congresso estadual.

Tarcísio Motta também destacou os desafios colocados para o PSOL, que em 2014 elegeu dois deputados federais e cinco deputados estaduais, sendo Marcelo Freixo o mais votado de todo o pleito. Para ele, o partido tem a tarefa primordial de enfrentar o avanço conservador e a forma de fazer política do PMDB e seus aliados. “Combater esse cenário é a tarefa do PSOL para as eleições de 2018: apresentar uma alternativa aos velhos e novos ‘Cabrais’ (uma referência ao ex-governador Sérgio Cabral), com um programa que garanta direitos e amplie a participação popular, atualizando nossas experiências de 2012, 2014 e 2016”.

Como tarefa para atingir esse objetivo, o pré-candidato ressalta a importância de construir um programa amplo e coerente, em aliança com a militância e os movimentos sociais. “São desafios coletivos que devem estar acima de qualquer anseio eleitoreiro”.

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