História

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) nasce dos inconformados, dos rebeldes, dos insurgentes, dos que não se encaixam, dos que não se entregam ao conforto da ordem, dos que subvertem, dos que resistem. Em 2005, nasce formado, majoritariamente, por ex-integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT), inconformados com os sinais iniciais do governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Ao assumir, em janeiro de 2003, Lula praticamente reproduziu a política econômica de natureza liberal de Fernando Henrique Cardoso, e começou a construir a antirreforma de Previdência, entre outras iniciativas contrárias ao programa petista.

Houve muita tensão interna no PT. Parlamentares do partido se rebelaram contra as medidas, e quatro deles foram expulsos por votarem contra a antirreforma da Previdência – então senadora Heloísa Helena, e os deputados Luciana Genro, Babá e João Fontes. Por não ver alternativa à esquerda, estes parlamentares, junto a uma série de militantes, intelectuais, sindicalistas e estudantes criaram o PSOL. Avaliava-se, à época, que o PT havia abandonado seu projeto histórico e a construção de reformas estruturais.

Pouco depois de sua fundação, uma segunda geração de ex-petistas adere ao PSOL. Entre eles, os deputados federais Chico Alencar, Ivan Valente, Maninha e João Alfredo, e os deputados estaduais Afrânio Boppré, Carlos Gianazzi, Brice Bragato e Randolfe Rodrigues. Militantes históricos do petismo também se juntaram ao projeto, como Plínio de Arruda Sampaio, Marcelo Freixo, Eliomar Coelho e Tarcísio Motta.

Ao longo desses anos, além de participar de lutas históricas nas ruas, o PSOL se mostrou um partido extremamente atuante no plano institucional. Conduziu CPIs importantes, como a CPI das Milícias e das Armas no Rio de Janeiro, e as CPIs da Dívida Pública, do Trabalho Escravo e do Tráfico Humano. Teve protagonismo na resistência a projetos danosos como a reedição do Código Florestal e a construção da usina de Belo Monte. E teve papel decisivo em vitórias como a aprovação da Lei da Ficha Limpa.

Os parlamentares do PSOL têm atuação destacada. Na Câmara dos Deputados, todos eles estão sempre entre os parlamentares mais bem-avaliados pelo Prêmio Congresso em Foco, que escolhe os melhores deputados e senadores do país. Os deputados federais Jean Wyllys e Chico Alencar já venceram inúmeras vezes como melhor deputado, e Randolfe Rodrigues como melhor senador.

No Estado do Rio de Janeiro, o PSOL é a principal alternativa eleitoral no campo da esquerda. Tem na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) cinco deputados estaduais: Marcelo Freixo, Eliomar Coelho, Flavio Serafini, Dr. Julianelli e Paulo Ramos. Tem ainda quatro vereadores na capital, três em Niterói e um em Itaocara. O prefeito da cidade do norte fluminense também é do PSOL, Gelsimar Gonzaga.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PSOL é o partido que mais cresce – mesmo sem contar com dinheiros de empreiteiras e loteamento de cargos, é bom lembrar. Desconsiderados os dois partidos criados recentemente (SD e PROS), o PSOL é o que tem números maiores. No último ano, cresceu 14,8%. É o único partido presente no Congresso Nacional que não tem qualquer relação com as empresas denunciadas na Operação Lava Jato.